Em 2024, liderei a iniciativa de "exercícios que só avaliam participação". A premissa era simples: mais facilidade para atividades que medissem apenas o engajamento, sem a necessidade de nota.
Lançamos em beta, mas o problema surgiu rápido: sem dados de desempenho, os relatórios pedagógicos ficaram incompletos, ameaçando a proposta de valor de toda a plataforma para os professores.
Após uma rodada de discovery, iteramos para uma solução onde o docente pudesse recusar entregas incompletas, mas a abordagem soou punitiva no contexto educacional.
Na avaliação técnica, o golpe final: a mudança afetava conceitos basilares do produto, exigindo 3 meses de refatoração pesada.
Após meses de discovery e desgaste do time, a decisão final foi descontinuar a funcionalidade.
Considero este meu maior fracasso (e aprendizado) como Staff Designer. Entendi que eu poderia ter identificado mais cedo a desproporção entre o esforço técnico estrutural e o retorno de valor. Aprendi que nem tudo precisa ser aprofundado, e cabe ao designer recomendar o corte da iniciativa antes que o custo organizacional se acumule.